Precisamos falar sobre Paralisia Cerebral

8 de dezembro de 2017

Existem temas difíceis de serem tratados, ainda mais quando o assunto são as crianças. A paralisia cerebral é um deles. Mas é necessário falar sobre ela. A informação é o que tira o estigma da criança que tem paralisia cerebral. Menos preconceito e mais conhecimento, por uma inclusão maior dessas crianças.

Ainda que muitos a vejam assim, a paralisia cerebral não é uma doença! Ela é uma desordem neurológica que causa distúrbio do movimento e da postura. Geralmente acontece durante a gravidez ou nos primeiros anos de vida da criança. Assim, a paralisia cerebral pode ser definida como uma perturbação não progressiva do movimento e da postura, causada por uma lesão cerebral durante o período de desenvolvimento do cérebro.

A vida de uma criança com paralisia

paralisia cerebral

São várias as classificações propostas dentro do quadro da paralisia. Para a classificação, leva-se em conta a anomalia e o local da lesão. Enquanto algumas crianças apresentam apenas perturbações ligeiras, como dificuldades ao andar, falar ou realizar tarefas manuais, outras podem apresentam quadros avançados dessa condição. Isso indica que uma maior área cerebral foi afetada, ou seja, a lesão cerebral é maior. Nesse caso, a criança pode apresentar incapacidade motora grave, dificuldades na fala e até se tornar totalmente dependente de terceiros em simples atividades diárias, como tomar banho e realizar as refeições, por exemplo.

O que vai acontecer?

A paralisia causa uma deficiência no cérebro, uma vez que uma porção de células foi destruída e não há a possibilidade da sua regeneração. Assim, ela afetará o desenvolvimento da criança no geral, dependendo da agressividade da lesão.
Mesmo que ainda não exista cura para a paralisia cerebral, existem sim maneiras de diminuir e atenuar suas sequelas. Atividades dirigidas por profissionais especializados (fisioterapeutas, profissionais de educação física, nutricionistas, etc) são um exemplo.

O estímulo físico e intelectual para as crianças que apresentam o quadro de paralisia cerebral é importante para que elas sejam integradas dentro do ambiente social. É através disso ocorre a melhoria contínua e progressiva. Ela também é uma excelente maneira de explorar e desenvolver ao máximo as habilidades das crianças.

Prognóstico

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Uma vez que o SNC (Sistema Nervoso Central) é lesionado e fica incapaz de se regenerar, as células passam a se reorganizar e se adaptar ao “novo sistema”. É essa reorganização que acarreta déficits nos movimentos, na cognição e também na parte sensorial da criança.
Cabe somente ao médico neurologista especializado avaliar e qualificar o nível do dano acometido por essa lesão. Logo, o prognóstico vai depender de duas coisas: o tipo de paralisia cerebral desenvolvida e a sua gravidade.

A importância da família

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A reabilitação e a qualidade de vida de um portador de paralisia cerebral está intimamente ligada com o empenho de suas famílias em procurar maneiras e soluções para ajudar na sua inserção social.
É importante lembrar que a paralisia é uma condição que pode afetar qualquer criança nos primeiros anos de vida, e o relacionamento social e interpessoal é fundamental para que ela se desenvolva.

A colaboração da família, e principalmente dos pais, durante o acompanhamento e tratamento de uma criança com paralisia é indispensável. Assim como o acompanhamento com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais da área da saúde que sejam necessários para ajudar na reabilitação das crianças. Quanto maior a interação da criança com o meio ambiente e social, melhor será o seu progresso!

Engana-se que os pais e familiares estão sozinhas nessa luta diária. Diversas organizações e centros de apoio estão disponíveis para que sirvam de fonte de informação e auxílio para essas família, como a AACD , o NACPC – Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral, a ONG VIDAS e a APAE Brasil

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