IASTM – Massagem com instrumentos que diminui as dores e aumenta a performance.

1 de dezembro de 2017

Os métodos de IASTM, ou de Liberação Miofascial, têm ocupado lugar de destaque na prática diária de muitos profissionais da saúde, seja nacional ou internacionalmente. A famosa massagem com instrumentos, já ganhou inúmeros adeptos e não para de colecionar elogios e resultados. Reunimos aqui algumas informações básicas sobre essa técnica, seus benefícios e os porquês de você dever aderí a ela.

O que é IASTM?

Em tradução literal, IASTM é a abreviação em inglês para Liberação Miofascial com Instrumentos, o Instrument Assisted Soft Tissue Mobilisation. A técnica visa “destravar” e reequilibrar os músculos e os tecidos conjuntivos, através de ferramentas de terapia manual. A atuação se aplica nos tecidos moles como a pele, a fáscia, músculo, ligamentos e tendões em prol do melhoramento da performance e também de algumas patologias, como a lombalgia, entorses, cervicalgia, SDTC, etc.

O que é a fáscia?

A fáscia é uma membrana pertencente ao tecido conjuntivo, extremamente resistente e elástica. Ela fica localizada logo abaixo da pele e é uma espécie de “capa” que recobre e protege todos os músculos do corpo;
Como ela está presente em todo o corpo, a cada novo movimento, a fáscia sente, e pode sofrer alterações. O uso exagerado da musculatura, maus hábitos posturais, padrão de movimento incorreto e até mesmo desgastes emocionais e estresse podem levar a uma alteração prejudicial da fáscia. Isso resulta em uma pressão excessiva sobre os nervos e músculos

E como o corpo reage?

A lei da física se aplica aqui: “toda ação gera uma reação”. A qualquer estresse da fáscia, o corpo reage formando nódulos, os chamados trigger points, ou pontos gatilhos.

Fazer antes ou depois do treino?

Não existe apenas um horário ideal em que a técnica deva ser realizada. Existem algumas vantagens distintas quando ela é realizada antes ou depois do treino:

No pré-treino:
Aumenta a mobilidade articular;
Ajuda na execução dos movimentos;
Diminui a sobrecarga e a tensão no músculo articular;
Libera e ativa os músculos;
Prepara a musculatura que vai ser trabalhada.

No pós-treino:
Relaxa a musculatura;
Ajuda na liberação do ácido lático;
Ajuda a diminuir as tensões musculares;
Ajuda na recuperação muscular e a evitar dores tardias;
Previne lesões;
Proporciona bem-estar.

Como a técnica é aplicada?

A Liberação Miofascial (IASTM) é feita por meio da manipulação dos tecidos através de deslizamentos, apoios e pressões variadas. As ferramentas da Linha Mioblaster são fabricadas para ajudar o fisioterapeuta nessa tarefa. Os equipamentos conseguem trabalhar todo o tecido conjuntivo presente nas estruturas do sistema músculo-esquelético, facilitando na biomecânica do movimento.

Quais suas vantagens?

Para o fisioterapeuta:
As ferramentas são de fácil utilização e manuseio;
A força necessária para realizar os movimentos é reduzida, uma vez que essas mesmas ferramentas servem de apoio e diminuem a sobrecarga das mãos.

Para o adepto da Liberação Miofascial:
O tratamento é eficaz contra diversas dores;
Nota-se uma clara diminuição do tempo total de tratamento;
A técnica é capaz, em alguns casos, de reverter condições crônicas do tecido músculo-esquelético;
Há uma maximização de resultados, uma vez que as ferramentas conseguem atingir regiões e estruturas que, são inalcançáveis pelas mãos

O que pode ser tratado através da IASTM?

A lista é grande, mas vamos citar aqui alguns dos exemplos mais comuns:

– Dores cervicais crônicas;
– Dores de cabeça;
– Tensões lombares;
– Fibromialgia;
– Disfunção com dor na ATM;
– Síndrome do Nervo do Carpo (SDTC):
– Síndromes de Dor Miofascial;
– Fascite Plantar;
– Lumbosacral entorse, etc.

Mas lembre-se: antes de se submeter a qualquer tratamento, é muito importante manter o acompanhamento com um profissional capacitado.

Mas, não dói?

Sinceramente, pode doer.. Mas é uma dor ruim? Não. A pressão da liberação causa um certo desconforto, contudo, assim que finalizada, a sensação de alívio toma conta. Isso porque essa pressão feita durante as sessões, está liberando a fáscia dos pontos de tensão, ao mesmo tempo que estimula a circulação do local e libera oxigênio.

Todo mundo pode fazer?

Todas as pessoas podem ser adeptas dessa técnica, desde que ela seja empregada por um profissional capacitado.
O maior público que busca as massagens instrumentais são os atletas. Isso porque eles têm constante preocupação com o corpo e já sentem que esta técnica supera outras na rapidez da recuperação.

Contudo, há contraindicações para pacientes que apresentam:

– Problemas circulatórios ou inchaço
– Hipersensibilidade à dor ou condições de dor crônica (por exemplo, fibromialgia);
– Lesões musculares ou ósseas diagnosticadas;
– Pessoas que fazem uso de medicamentos anticoagulantes;
– Regiões do corpo recentemente feridas ou com hematoma;
– Mulheres no primeiro trimestre da gravidez.

Ainda que seja um assunto novo no ramo, aos poucos surgem mais informações e adeptos da técnica. Se você, fisioterapeuta, quer facilitar o seu trabalho no dia a dia, está na hora de conhecer a IASTM. As ferramentas para a prática, você encontra aqui: Mioblaster e Gatilhex.

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