A Técnica da Liberação Miofascial – manual e instrumental | Mioblaster

A liberação miofascial é uma técnica antiga, que tem evoluído com a tecnologia. A manipulação manual ou com instrumentos como o Mioblaster, cura e previne lesões musculares.

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Praticada desde muito antes de sabermos sobre a existência da fáscia, a liberação miofascial vem arrebanhando adeptos, pois o alívio das dores e lesões é perceptível com pouco tempo de manipulação.

Ainda desconhecida de alguns profissionais, a técnica pode ser a resposta tanto para questões de saúde dos pacientes, como para a prática rentável da Fisioterapia.

Mas não são apenas os Fisioterapeutas que podem aplicar a liberação miofascial. Profissionais de educação física, personal trainers, massoterapeutas e até esteticistas também têm encontrado clientes neste mercado.

Para esclarecer tudo o que você precisa saber sobre a Liberação Miofascial, continue lendo este texto.

Aqui, você vai saber mais sobre:

  • A fáscia
  • As lesões e problemas na fáscia
  • As indicações da liberação miofascial
  • Os profissionais que atuam na área
  • As diferenças entre liberação fascial manual e instrumental
  • Cursos de fisioterapia e liberação miofascial

A Fáscia

Não é segredo algum que esta parte do corpo humano tem sido negligenciada nos estudos da anatomia. Desde a escola aprendemos sobre os diversos tecidos que compõem o corpo. Eles são: tecido epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.

Entre os tecidos conjuntivos, estão o tecido adiposo, o ósseo e o sanguíneo. Dada sua importância e a maior facilidade em estudá-los, estes são os tipos de tecido conjuntivo mais estudados.

Porém há um outro tipo de tecido conjuntivo também tão importante quanto os tecidos ósseo e sanguíneo. Pela própria categorização deste tecido juntamente com a gordura, os ossos e o sangue, já podemos saber que ele é essencial para a estrutura do corpo.

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Então por que é tão pouco estudado?

Este tecido conjuntivo de que estamos falando é a fáscia. Ela é um tecido conjuntivo que está presente em quase todo o corpo.

Os estudos científicos a seu respeito tem aumentado nas últimas décadas, porém há várias dificuldades para concluí-los.

Para começar, a fáscia é composta, em sua maior parte por matriz extracelular. Isso significa que sua composição é um misto de fibras e substância fundamental (ou substância amorfa). Estão presentes aqui substâncias como glicoproteínas e macromoléculas aniônicas. Suas capacidades incluem a alta absorção de líquido (hidrofilia) e a ligação a proteínas superficiais das células.

Nos estudos laboratoriais, esta parte costuma ser retirada para análise dos outros componentes dos tecidos.
Ainda, é difícil classificá-la, pois ela é, ao mesmo tempo, rígida e flexível.

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Sua rigidez serve para a sustentação dos músculos, órgãos e tendões que ela circunda. Já a flexibilidade é para que ela consiga preencher os espaços entre órgãos, músculos e tecidos, e ainda permitir a sua livre movimentação.

A fáscia é como um sistema que interliga todos os tecidos do corpo humano. (Aliás, a própria matriz extracelular é exclusiva de animais, não sendo observada em plantas e fungos.)

Essa sua onipresença vai contra os princípios dos estudos científicos, que são cada vez mais específicos. Estudar a fáscia exige o entendimento deste tecido e de sua interferência e influência em todos os outros tecidos e órgãos.

Vale lembrar que, como é composta de água e tem elementos eletricamente carregados, a fáscia e sua matriz extracelular são transportadoras de gases e outras substâncias entre os músculos órgãos e vasos.

Lesões e problemas na fáscia

Os tecidos fasciais devem estar frouxos em seu estado normal. Assim, eles conseguem preencher espaços “vazios” (entre tecidos) e permitir a movimentação dos músculos.

Estresses traumáticos, emocionais, acidentes e lesões podem levar a fáscia a se contrair e impedir movimentos. Dessa maneira, ocorrem dores que não podem ser classificadas como dores musculares. Isso porque ocorrem na fáscia, que recobre todas as fibras musculares de maneira contínua.

Os problemas na fáscia que envolve os músculos podem ser tratados com a liberação miofascial.

O tecido miofascial é a fáscia que envolve os músculos.
Mio=músculo + Fascia=tecido = Miofascial

Assim, as indicações da liberação miofascial envolvem vários tipos e graus de lesões.

Problemas mais comuns

Como recobre os nervos, a fáscia, quando enrijecida, pode causar dores intensas.

Fascite plantar

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Como todas as outras parte do corpo, os pés são revestidos pelo tecido denso chamado fáscia.
Pisadas erradas, tênis inadequados, terrenos tortuosos e esforço excessivo podem causar estresse na fáscia plantar. Ele será percebido sempre que o paciente colocar o pé no chão. Se não tratada, pode se estender a períodos de repouso também.

Inicialmente a fascite plantar era tratada com o uso de anti-inflamatórios. Hoje já se sabe que a liberação miofascial pode ser mais eficiente que os tratamentos medicamentosos. Sem trazer consigo os efeitos colaterais do uso de remédios.

Síndrome da dor miofascial

Posturas inadequadas, condicionamento físico baixo, esforços físicos desproporcionais à capacidade. Tudo isso pode desencadear a síndrome da dor miofascial.

Ela é caracterizada por dores similares às dores musculares, porém sua localização não é exata. Como já falamos, a fáscia é um tecido contínuo, e lesões em sua superfície podem ser sentidas sistemicamente em outras partes suas.

O diagnóstico é clínico e o alívio dos sintomas se dá com liberação miofascial e mudança dos hábitos do paciente.

Lesões Musculares

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As lesões musculares são divididas em graus, de acordo com sua gravidade. As lesões que afetam a fáscia são mais graves.

Elas impedem o alongamento e o movimento dos músculos e tendem a se prolongar, caso não ocorra a liberação.
A liberação miofascial permite a volta da circulação sanguínea normal no local lesionado. Isso traz maior capacidade de recuperação dos movimentos e diminui as dores.

Preparo e Recuperação: pré e pós-treino

Os esforços realizados durante os treinos tendem a enrijecer os músculos. Este é o próprio objetivo de quem faz musculação, corridas ou treinos funcionais.

No entanto, quando este enrijecimento envolve as fáscias, a probabilidade de lesões aumenta.

Assim, a liberação miofascial tem tido aplicação para quem quer preparar os músculos para o esforço e para quem quer relaxar os músculos após o esforço.

Este relaxamento ainda é capaz de preparar o corpo para o próximo treino. Isso acontece pois a liberação miofascial incentiva o maior fluxo de nutrientes e gases dos músculos e nervos.

Postura incorreta, treinos intensos e a falta de supervisão de um profissional, são algumas das causas de dores na fáscia.

Liberação Fascial manual e com instrumentos

Agora você já sabe o que são, para que servem, e quais são os problemas que acometem a fáscia. Falta saber como aplicar a liberação miofascial para a melhora de seus paciente e clientes.

A Técnica também é conhecida pela sigla IASTM (Instrument Assisted Soft Tissue Mobilization). Que em português pode ser traduzida como Mobilização Instrumental de Tecidos Moles.

O Instituto Cefisa é o maior grupo de ensino em Fisioterapia e traz cursos de liberação miofascial instrumental.
Esse vídeo abaixo é uma pequena degustação do que você pode aprender:

Liberação Miofacial Instrumental (Degustação) from Instituto Cefisa / CefisaOn on Vimeo.

Os cursos são presenciais ou online, com diversas turmas por ano em várias localidades.

Liberação Fascial manual ou com instrumentos?

Existem duas diferenças primordiais entre a manipulação manual e a com instrumentos.

São elas:

  • a profundidade dos tecidos alcançados
  • o esforço gerado pelo terapeuta

A liberação fascial manual atinge tecidos mais superficiais. Isso significa que ela traz alívio, mas pode não alcançar os locais de tensionamento da fáscia se eles forem mais profundos.

Além disso, para alcançar e produzir a pressão necessária para a liberação, o terapeuta tem q fazer força. Este esforço diminui a capacidade de atendimento diário do profissional.

Mioblaster e outros equipamentos

Está se tornando comum a utilização de aparelhos diversos na prática da liberação miofascial.
Um dos mais comuns é o Foam Roller. Ele é caracterizado por um cilindro, sobre o qual o paciente faz movimentos para liberação da fáscia.

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Como na liberação fascial manual, os tecidos alcançados são superficiais e não há espaços determinados para aplicação da técnica. O próprio paciente pode realizar este exercício, no caso de relaxamentos.
Para a aplicação profissional, o melhor equipamento para liberação fascial instrumental é, sem dúvidas, o Mioblaster.

O primeiro diferencial dele quanto ao Foam Roller é a segurança e a higiene:
O Foam Roller é feito de espuma (foam), ele absorve micro-organismos e pode transmitir doenças e fungos de pele entre usuários. Além disso, uma das superfícies dele ficará em contato com o corpo, a outra com o chão – que também pode estar -e provavelmente está- sujo.
Já os equipamentos ideais são feitos de material esterilizável.

Além disso, o Foam Roller realizará uma massagem generalizada, enquanto as ferramentas manuais irão direto ao ponto.

Os equipamentos deste kit trazem diversos benefícios tanto para o paciente quanto para o profissional.

O principal aspecto do ponto de vista do terapeuta é o alívio do esforço necessário. Isso porque cada um dos instrumentos da linha Mioblaster foi desenvolvido para melhorar a experiência de uso do fisioterapeuta. Assim, eles ampliam a força que você aplica, e atingem até as camadas mais profundas de tecido miofascial.

Conheça os diversos formatos

A linha Mioblaster é composta por diversos equipamentos e cada um deles tem suas particularidades.
O que eles têm em comum é que são produzidos em aço inox, ou seja, você poderá manter o mesmo equipamento por toda a sua carreira.

O acabamento de cada peça permite empunhadura firme, e deslizamento ideal para não machucar o paciente.
Além disso, eles são personalizáveis com o seu nome, ou o nome de sua clínica.
Fora isso, cada um deles têm aplicações próprias:

Gancho

Com curvaturas diferentes em cada lado, o gancho trabalha membros inferiores, superiores, pescoço, mãos, pés e face.

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Gancho – Mioblaster

Você pode comprar seu Gancho personalizável neste link

Gota

O aparelho Mioblaster perfeito para aplicação da técnica nos membros inferiores e tórax.
Você pode comprar sua Gota personalizável neste link.

Meia Lua

Peça da linha Mioblaster com formato e acabamento ideais para a manipulação do tronco.

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Meia Lua – Mioblaster

Você pode comprar sua Meia Lua personalizável neste link

Guidão

Curvatura e formato arredondado para aplicação em áreas maiores do corpo. Seu acabamento permite um alcance mais profundo, sem maiores dores ao paciente
Você pode comprar seu Guidão personalizável neste link

Soco

O mais versátil dos equipamentos Mioblaster tem diferentes curvaturas a toda sua volta. Isso propicia o alcance dos mais diversos tipos e profundidades de tecidos.

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Soco – Mioblaster

Você pode comprar seu Soco personalizável neste link

Todos os equipamentos da linha Mioblaster ainda podem ser adquiridos em um Kit Completo. Ele acompanha uma maleta para que você possa realizar atendimentos em diversos locais.

A Reabilitech, empresa que produz o Mioblaster, busca pesquisar as melhores maneiras de melhorar o dia a dia do fisioterapeuta e de seus pacientes.
Uma delas foi a criação desta linha.
Saiba mais sobre a empresa neste link.