IASTM ou Liberação Miofascial manual: as principais diferenças

7 de junho de 2019

IASTM é a sigla em inglês para Instrument Assisted Soft-Tissue Mobilization – ou, mobilização de tecidos moles com instrumentos. A técnica é um tipo de liberação miofascial, cujo principal diferencial é a utilização de instrumentos.

Tanto a técnica manual, quanto a instrumental têm como objetivo manipular o tecido mole que envolve todo o corpo humano – conhecido como fáscia.

Para conhecer mais sobre o que é o tecido, qual a sua função no organismo e quais são os potenciais problemas que ele pode sofrer, leia este texto sobre a fáscia.

A técnica remove aderências entre o tecido fascial e os músculos, e permite o retorno da circulação de fluidos e nutrientes no local afetado.
A manipulação alivia dores que nem sempre parecem relacionadas diretamente a alguma lesão muscular. Acontece que o impedimento da circulação dos nutrientes afeta outros tecidos.
Quando oxigênio e outros elementos essenciais são impedidos de chegar a áreas do corpo, estas áreas podem desenvolver pontos doloridos. São as dores referidas, que acontecem quando a aderência não esteja diretamente sobre a mesma área.
Para se aprofundar mais no assunto, confira esse texto sobre dores referidas que já publicamos aqui.
Essas dores podem ser causadas pelos ponto-gatilhos – que são como nós na fibra muscular. Estes nós também podem ser tratados com a liberação de pontos-gatilho, através da microisquemia.

IASTM ou Manual?

Ambas as técnicas são semelhantes dos pontos de vista teórico e técnico. A diferença mesmo se encontra na prática.
As pressões e rotações exercidas durante a terapia podem ser aplicadas com as mãos, na versão manual, e com ferramentas no IASTM. E, para nós, isso faz toda a diferença.
Como dissemos, as diferenças principais são duas. e vamos explicá-las aqui:

1. Diferença para o terapeuta

IASTM
Imagem: Shutterstock

O uso das mãos nas terapias manuais são causa principal de lesões nos profissionais da Fisioterapia. As lesões por esforço repetitivo são muito comuns entre os profissionais da profissão.
Ainda, o esforço exigido para aplicar a pressão adequada para o tratamento é bem grande quando se faz o uso das mãos.
As ferramentas são produzidas especialmente para potencializar essa força exercida.
Elas economizam até dois terços da força necessária para alcançar tecidos mais profundos.
Isso alivia o estresse sobre as mãos do terapeuta e permite que ele ofereça mais sessões por dia. No final, esta é uma maneira de poupar as mãos, para poder trabalhar mais.

2. Diferença para o paciente

O design dos instrumentos de liberação miofascial também é pensado para cada aplicação. Existem ferramentas para todos os diferentes tipos de tecido que se pode alcançar durante a aplicação da liberação.
Assim, além de ser um alívio para o fisioterapeuta, o IASTM é mais eficiente para o paciente.
Utilizando acessórios específicos, pode-se alcançar tecidos mais profundos, que seriam inalcançáveis para as mãos e dedos.
Ainda, para a utilização dos acessórios é necessário sempre manter a pele bastante lubrificada. Assim, com a lubrificação e o polimento de peças de boa qualidade, a liberação ainda fica mais confortável.

Ferramentas para IASTM

Já falamos sobre os diversos tipos de acessórios para liberação miofascial neste texto. Convidamos você a continuar sua leitura por ele, e aprender ainda mais sobre este universo.

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