Fibrose pós operatória e seu tratamento através da fisioterapia

26 de julho de 2019

Muitos especialistas já comprovaram que o uso da massagem terapêutica pode melhorar a cicatrização após um trauma. Portanto, em muitos casos o grau de fibrose pós-operatório também encontra benefícios com o uso desse tipo de fisioterapia.

A fibrose é uma complicação que ocorre após uma cirurgia ou um trauma e é caracterizada pelo excesso de produção do tecido cicatricial fibroso. Como decorrência, esse tecido pode prejudicar os movimentos do paciente, dificultando-os.

A fisioterapia tem um papel claro na recuperação de pacientes com fibrose, especialmente no uso da mobilização manual como estratégia. Essa técnica tem como base um tipo específico de massagem que vem ganhando cada vez mais popularidade por sua eficácia: a liberação miofascial.

A liberação miofascial se mostrou muito promissora ao aliviar a formação de aderências e atenuar a perda de mobilidade decorrente de traumas. Assim, estudos recentes também avaliaram os efeitos dessa massagem e comprovaram uma atenuação no crescimento da fibrose. Observando também seus efeitos sobre fibroblastos induzidos pelo fator de transformação do crescimento beta. O qual tem um papel essencial na remodelação de tecidos e na própria fibrose.

Fisioterapia e fibrose: o que é a liberação miofascial?

Agora que sabemos do papel da liberação miofascial sobre a fibrose, é importante também conhecer mais sobre essa técnica fisioterápica. Trata-se de uma técnica de manipulação manual que aplica pressão sobre os tecidos moles que apresentam restrições. De modo a eliminá-los, acabando também com a dor decorrente deles e devolvendo a mobilidade ao paciente.

Esse método também é conhecido por Mobilização Instrumental de Tecidos Moles, por ser aplicada não só manualmente, mas também com o auxílio de instrumentos específicos que potencializam os resultados do tratamento!

fibrose fisioterapia
Imagem: Shutterstock

Traumas, procedimentos cirúrgicos e respostas inflamatórias prejudicam as fáscias e, como resposta, criam restrições miofasciais. A fáscia é um tecido conjuntivo que perpassa todo o nosso corpo – dos ossos e músculos aos órgãos e nervos – e é responsável por proteger, oferecer suporte, flexibilidade, entre outras funções importantes. Quando ela é danificada, consequentemente, essa flexibilidade é perdida e aderências dolorosas são formadas.

Além disso, o tecido cicatricial criado após um trauma é rico em colágeno e o corpo reage adicionando ainda mais colágeno ao local afetado.

A liberação miofascial tem por objetivo retornar a fáscia para o seu estado original. E pode, também, remodelar a fibra colágena. Portanto, o tecido do paciente é reorganizado e a melhora é percebida.

Para conhecer com mais detalhes a técnica fisioterapêutica que vem ajudando tantos pacientes com fibrose, acesse outro de nossos blogs e se mantenha atualizado!

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