A técnica que tem levado atletas profissionais a um novo nível

8 de fevereiro de 2019

A dedicação no treinamento é fundamental para que um atleta profissional melhore seu desempenho. Mas isso também faz com que seu corpo esteja sob pressão constante. Por isso, a reabilitação e a prevenção de lesões são tão importantes quanto o treinamento.
Uma técnica especial tem mostrado e comprovado, com sua crescente popularidade, ser o remédio e o estimulante certo em uma rotina intensa e que tanto exige do corpo como um todo.
Uma das formas mais simples e eficazes de cuidar do corpo do atleta profissional é incorporar técnicas de liberação miofascial em seus programas de treinamento diários!

O que pode acontecer com o corpo durante o exercício físico?

A fáscia é um tecido conjuntivo fibroso que envolve, separa ou une músculos, órgãos e demais estruturas em nosso organismo. Ou seja, ela está por toda parte. Desde a cabeça até os pés, formando uma rede ininterrupta que tem o papel de fixar, estabilizar, envolver e separar músculos e órgãos internos. A fáscia é extremamente flexível em seu estado natural. Podendo se contrair, relaxar e mover.
Mas ela também pode perder essa flexibilidade e ser danificada, o que apresenta sérias consequências. Principalmente para atletas profissionais.

Restrições fasciais

Quando os músculos e a fáscia passam por alguma forma de trauma, restrições fasciais podem se formar e impossibilitar a função muscular normal. Esses traumas podem ser tanto pequenos traumas decorrentes do treinamento diário ou da postura incorreta, como também de danos imediatos, por causa de uma queda, por exemplo. Como resultado a amplitude do movimento articular é reduzida, as propriedades neuromusculares são alteradas e a força diminui.
Além disso, podem acontecer outras alterações na fáscia. Em busca de uma estabilidade maior do sistema músculo esquelético ela pode começar a se contrair. Como em uma espécie de preparação para a atividade física que se seguirá, buscando proteger o corpo contra tensões que se repetem durante o treinamento. Porém, por mais que a intenção seja boa, essa adaptação aumenta a espessura do perimísio. Resultando, assim, em mais restrições, o que limita a amplitude do movimento.

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Imagem: Shutterstock

Pontos-gatilho

Pontos-gatilho miofasciais também podem se desenvolver, prejudicando ainda mais a função muscular. Os pontos-gatilho são áreas super sensíveis ​​localizadas na fáscia ou no músculo que está tenso. São formados por feixes de fibras musculares que se tensionaram e impedem a passagem de nutrientes importantes aos tecidos adjacentes. Eles podem diminuir ainda mais a amplitude de movimento e inibir a força do músculo afetado. O que prejudica, e muito, o desempenho de qualquer atleta profissional.

Como a liberação miofascial melhora a performance de atletas profissionais

As restrições miofasciais e os pontos-gatilho causados nesses atletas profissionais contribuem para o aparecimento de padrões de movimento disfuncionais que aumentam o risco de lesão. Além de prejudicar durante o próprio treinamento, impedindo que a condição do atleta seja aperfeiçoada como se planeja.
A liberação miofascial visa aplicar pressão no tecido conjuntivo (fáscias) do corpo, liberando e tratando as restrições fasciais e os pontos-gatilho.

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Imagem: Shutterstock

Os benefícios da liberação miofascial incluem:

  • Ajuda a reduzir e eliminar a tensão acumulada nos músculos, aliviando as dores;
  • Promove a liberação de endorfinas que ajudam na redução da dor nos pontos-gatilho;
  • Aumenta a circulação, permitindo que o oxigênio e outros nutrientes cheguem até os músculos e outros tecidos moles;
  • Amplia os movimentos articulares;
  • Melhora a elasticidade dos músculos e da própria fáscia, aprimorando o movimento e reduzindo a dor;
  • Aumento da atividade nas mitocôndrias das células, ajudando a promover a reparação e o crescimento do tecido muscular;
  • Melhora da eficiência neuromuscular;
  • Diminui a hipertonicidade neuromuscular;
  • Diminui efeitos gerais de estresse sobre o sistema musculoesquelético.

Como resultado, ajuda também os músculos a se aquecerem, prepararem para os treinos, além de auxiliar na melhor recuperação após os exercícios diários.

Antes do treinamento

A liberação miofascial antes do exercício permite um melhor aquecimento ao aumentar o fluxo sanguíneo e liberar a tensão muscular. Além disso, estudos verificaram que a fadiga pós-treino foi muito menor em atletas profissionais que realizaram a liberação miofascial antes dos treinamentos.

Após o treinamento

Quando o corpo executa movimentos repetitivos durante um treino, há uma grande possibilidade de que a fáscia não retorne ao seu estado natural. Isso causa dor já que desenvolve pontos-gatilho e/ou restrições fasciais que afetam o movimento.
O objetivo principal da liberação miofascial aqui é alongar e quebrar os acúmulos fasciais nos músculos. Preparando-os também para o próximo treino ao ajudar o corpo a se recuperar.
Atletas profissionais se beneficiam ainda mais devido à regularidade com que treinam: a técnica também libera toxinas dos músculos e alivia possíveis dores.

Quem já está se beneficiando?

Atletas profissionais, portanto, só tem a ganhar ao recorrer à liberação miofascial. Passando diariamente por treinamentos árduos e que exigem muito dos músculos e do corpo como um todo, não poderia ser diferente: muitos atletas já colocaram a liberação miofascial em suas rotinas. Quanto antes se aproveitar de seus benefícios melhor.
Neste vídeo você pode ver uma demonstração da liberação miofascial sendo aplicada manualmente em um atleta. Podemos perceber o esforço que a técnica exige por parte do fisioterapeuta.
Para alcançar os tecidos mais profundamente, é ideal recorrer a acessórios específicos. A liberação miofascial com o uso de instrumentos está entre as técnicas mais utilizadas na fisioterapia desportiva. É um método desenvolvido tanto para auxiliar o fisioterapeuta, poupando seu esforço, como também para torná-la ainda mais efetiva. Promovendo uma condição física ainda melhor para os pacientes! E, é claro, ela não poderia ficar fora da rotina de importantes clubes de futebol do país:

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O Corinthians e o Esporte Clube Vitória são apenas alguns deles. A liberação miofascial instrumental está ganhando cada vez mais espaço entre atletas profissionais de diferentes modalidades.
O ciclista paralímpico brasileiro Lauro Chaman também faz uso da técnica de liberação miofascial para se recuperar e se preparar para os treinos e competições.

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Recentemente, o fisiculturista Caio Bottura também mostrou aos seus seguidores no YouTube as sessões de liberação miofascial manual e instrumental que faz, para definir os músculos:

A aceitação da técnica entre atletas de alta performance demonstra a eficiência da liberação miofascial na recuperação e preparo dos tecidos musculares e fasciais. Os estudos a respeito das fáscias são ainda um tanto raros, mas as provas diárias que estes atletas enfrentam, utilizando a liberação miofascial evidenciam a importância de se atentar mais a esse tecido.

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